Falar sobre o Bruno é sobretudo falar de um grande amigo que eu vi crescer musicalmente.
Desde o primeiro contato, percebi uma diferença nele dos demais alunos que passaram pelo Conservatóro Musical In' Concert com aproximadamente 16 anos ele já tinha uma grande convicção do que ele queria com a música, tornar-se um profissional, ou melhor um profissional exepcional.
Atuo na area musical há pelo menos 12 anos e nesse tempo percebo que muitos alunos talentos acabam desviando o caminha por problemas do cotidiano como falta de grana, preconceito com a profissão que geralmente parte da família, e as vezes até a mulherada que aparece nesta idade (risos).
Nada disso desviou a atenção de Bruno Hernandes, passou com louvor todos os obstáculos e estilos musicais que foram aparecendo durante os estudos. Se formou no In Concert, passou a ser professor e no dia 14/12/2011 com 21 anos se formou nos presenteando com um recital Recheado de técnica, musicalidade, Jazz e Musica Brasileira, o que foi uma surpresa pra mim que o conheci de cabelo comprido tocando Iron Maiden.
E agora com a palavra, Bruno irá falar um pouco sobre a sua trajetória e experiências...
Meu primeiro contato com a música veio com aproximadamente 3 horas de vida. Quando cheguei em casa do hospital estava tocando Pink Floyd, banda que meu pai gosta muito e que tempos mais tarde também acabei me tornando muito fã. Uma das peças mais importantes para que eu escolhesse a música como profissão foi a minha família. Meu pai tocou guitarra quando era mais jovem, meu tio toca bateria, minha mãe vive cantando com o rádio e por aí vai.
Estranhamente, eu nunca tive nenhuma dúvida que seria músico profissional, apesar de encontrar muitos inevitáveis obstáculos no trajeto, sempre passei por cima das dificuldades para conquistar minha meta.
Como sou professor/educador/músico, eu tenho que ouvir todo e qualquer tipo de música. Tento sempre ouvir algo novo todo dia, sempre estou pesquisando coisas novas ou coisas antigas que eu ainda não conheço.
Mesmo tendo ouvido muita coisa interessante,tenho a sensação que ainda não ouvi “a música”. Tenho ela na cabeça mas não achei nada parecido ainda, sei que eu mesmo vou ter que compor e gravar essa música, ainda não sei o que vai sair, mas provavelmente não ficará presa a nenhum estilo. Será mais uma mistura de jazz com música tradicional brasileira com música celta com rock e uma pitada de música eletroacústica de vanguarda. Ou não!
Quanto ao recital, todas as músicas que eu escolhi para tocar foram músicas que eu tive contato na época da faculdade. Algumas delas foram estudadas na matéria de Prática de Conjunto como Highway One e O Morro Não Tem Vez, outras eu estudei nas aulas de bateria como Dança do Maracatu. Mas acima de tudo, escolhi músicas que gosto de ouvir e tocar.
Não sei medir ao certo quanto tempo demorou pra deixar tudo pronto, posso dizer que só tivemos dois ensaios com o grupo todo, mas que foram suficientes. Sei que isso só aconteceu porque todos os músicos que tocaram comigo estudaram as partituras em casa.
Apesar de pouco tempo de contato, confio muito no trabalho musical deles. A banda foi formada com o pessoal de faculdade mesmo, Fil Caporali no baixo, Erick Pontes na guitarra ( ambos do terceiro ano) e Alziro Tonin no piano (segundo ano).
Parabéns Bruno Hernandes (vulgo Elfo rsrsrs)
Texto
Daniel P. Rodrigues

